Entenda a importância do compliance para a gestão corporativa

Em janeiro de 2014 entrou em vigor no Brasil a Lei Anticorrupção (ou Lei da Empresa Limpa). No artigo 1º da Lei 12.846/2013, ela responsabiliza civil e administrativamente pessoas jurídicas pela prática de atos que violem a administração pública, nacional ou estrangeira.

Desde então, o país passou a ter formalmente uma ferramenta para combater possíveis atos lesivos praticados por empresas aos entes públicos. A tendência de exigir que organizações ajam com respeito e transparência ganhou força no mundo. Assim, o termo “compliance” veio à tona.

Mas, qual seria a importância do compliance para a gestão corporativa? Entenda mais sobre o assunto neste artigo!

O que é compliance?

O significado de compliance parte de um verbo de língua inglesa: comply. Na tradução, tem a ver com agir de acordo com uma regra, ordem, padrão ou comando (isto é, em conformidade).

No mundo corporativo, compliance é o processo de garantir que uma empresa e seus funcionários sigam todas as leis, regulamentos, normas e práticas éticas aplicáveis à organização e ao setor em que está inserida.

O conceito abrange políticas e controles internos e externos, bem como leis federais e estaduais. Quando em conformidade, a organização mostra que consegue prevenir e detectar violações de regras. Isso acaba por protegê-la de multas e ações judiciais.

Mas não é só a empresa em si que deve ter atenção ao compliance. Além dela, todo o seu pessoal – incluindo fornecedores e parceiros – precisam se comportar de acordo com as regras dos órgãos reguladores.

Conformidade regulamentar e corporativa

Para entender bem sobre o conceito, de modo geral, o compliance para empresas envolve duas áreas importantes:

  • Conformidade regulamentar: são as etapas que uma organização executa para cumprir com leis, regulamentos e diretrizes externas.
  • Conformidade corporativa: ações e programas estabelecidos por uma empresa para garantir a conformidade com políticas, procedimentos e comportamentos aceitos internamente, bem como com regulamentos externos.

Entenda que, em termos de compliance, ambas (a regulamentar e a corporativa) são essenciais e devem andar juntas. Afinal, uma empresa que negligencia a conformidade regulatória pode enfrentar multas ou alguma ação legal, correndo o risco de ter que fechar suas portas.

Qual a importância do compliance?

A aplicação de compliance na gestão corporativa tem um objetivo, que é o de proteger o negócio. A partir daí, existem outras vantagens, como ajudar a evitar desperdícios, fraudes, abusos, discriminação e a inibir outras práticas que podem interromper as operações e colocar uma empresa em risco.

Estar em conformidade significa que há transparência e que a administração atingiu um bom nível de maturidade. Além disso, mostra que gerentes e equipes estão no controle dos processos e procedimentos, e que os mesmos são implementados e executados respeitando exigências comercial, trabalhista, contratual, comportamental e outras.

Benefícios do compliance para empresas

Como benefícios do compliance é possível incluir a redução de custos e despesas e o aumento da receita operacional. Sem contar que, a partir do momento em que a empresa garante o cumprimento das leis, a transparência dos processos torna-se uma realidade mais consolidada – o que traz maior confiança no mercado e melhora sua imagem.

Adicionalmente, a reputação e a boa imagem de uma companhia são um reflexo do nível de conformidade que ela propõe ter. Portanto, o conceito de compliance utilizado para orientar as boas práticas da organização reduz, de modo significativo, todos os riscos para a empresa, criando um ambiente mais saudável e confiável.

Outro ganho de estar em conformidade com o compliance tem a ver com a retenção de talentos. Quanto mais os funcionários sentirem que trabalham em um ambiente justo, profissional e seguro, maior a probabilidade de ficarem na empresa.

À lista de benefícios adicionamos também o aumento de produtividade, pois equipes passam a adotar práticas corretas e padronizadas a partir do compliance.

Como implantar compliance?

Compliance está ligado intimamente à gestão de riscos. Logo, é impossível ter um sem o outro. Por isso, a fim de garantir que sua empresa esteja em conformidade com leis, normas e regulamentos, comece identificando os riscos que enfrenta.

Grandes empresas possuem uma área dedicada à compliance, cujos funcionários regularmente fazem avaliações de risco e aconselham a liderança corporativa sobre quais são os maiores riscos potenciais.

Depois que riscos forem identificados, deve-se definir controles para melhor lidar com cada ameaça ou oportunidade. Sabemos que riscos são inevitáveis, mas empresas que possuem controles de compliance em vigor têm menos chances de precisar enfrentar problemas diversos – como uma ação judicial.

Assim como a gestão de riscos, um programa de compliance eficaz deve ser sempre revisado. Para tanto, é importante constantemente verificar se os controles internos definidos anteriormente continuam ajudando a organização a cumprir leis, regulamentos e políticas.

Gestão e compliance

É fundamental também que a gestão esteja alinhada ao conceito de compliance. Algumas dicas que podem ser colocadas em prática para alcançar esse objetivo são:

  • Definir um sistema de padronização sempre ativo e atualizado na empresa;
  • Possuir processos de auditoria interna focados nos requisitos de conformidade;
  • Possuir sistemas de controle interno com graus adequados de profundidade;
  • Utilizar sistemas de informação que suportem o monitoramento das atividades e dos indicadores da empresa;
  • Possuir uma gestão de contratos para serviços que esteja de acordo com os níveis de conformidade estabelecidos pela empresa;
  • Fortalecer as rotinas de inspeção, incluindo aquelas que geralmente não possuem certificações;
  • Possuir um CRM Inteligente.

Sobre o último ponto, vale a pena entender um pouco mais a seguir:

Como um CRM Inteligente pode ser decisivo para o compliance?

De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, empresas precisam cumprir com regras rígidas que dizem respeito à coleta, ao tratamento, armazenamento e compartilhamento de dados. Isso torna necessário que elas adotem procedimentos e mudanças para estarem em conformidade com a lei.

Um CRM inteligente garante compliance com a LGDP e outras leis e políticas da organização – especialmente na área de cobrança, a qual possui informações consideradas sensíveis. Permite também que todas as interações com o cliente sejam controladas e registradas – algo exigido por diversas normas em inúmeros setores e indústrias.

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